No dia 21 de setembro de 2017 foram entregues quarenta exemplares do livro "O índio e o cinema em Mato Grosso do Sul: mapeamento e análise"
para a Escola Municipal Indígena Agustinho na Aldeia Bororó,
Reserva Indígena de Dourados, MS.
O lançamento do livro “O índio e o cinema em MS” se deu durante uma visita guiada realizada
pelos alunos e professores da Escola Estadual Floriano Viegas Machado
até a E. M. I. Agustinho.
No evento aconteceram apresentações culturais dos alunos de ambas
as escolas como danças típicas e recitais de música, além de
intensa troca de impressões e informações entre os discentes e
doscentes em uma grande roda de perguntas, respostas e declarações
em comum.
Durante palestra apresentada aos alunos, funcionários e professores das escolas o autor enfatizou os equívocos, preconceitos e
falácias que são comumente manifestadas pelas pessoas e
reproduzidas pela mídia de massa como os jornais, a TV e as
publicações “online” da internet sobre os índios.
Citou como exemplo a falácia veiculada de forma velada pela mídia
em geral e reproduzida pelas pessoas desatentas de que “índio é
atrasado e primitivo” ou que “o índio parou no tempo”. O autor afirmou que as pessoas usam a civilização branca ocidental e suas recentes tecnologias como
referência, e parecem ter dificuldades em pensar sob outro
referencial pois não percebem, por exemplo, que o custo ambiental dessa
evolução e dessa tecnologia para o planeta é o da extinção da
espécie num futuro não muito distante.
Não são capazes de
imaginar que várias das 283 etnias indígenas que existem no país
têm outras tecnologias de uso da natureza, menos nocivas, que talvez
possam garantir maior sobrevida ao planeta e que, sob esse viés,
portanto, seriam mais avançadas que a tecnologia da civilização
não indígena.
A simples informação de que, diferente do restante da população brasileira, boa parte dos indígenas é poliglota, pois normalmente fala, além do português, a língua de sua etnia (e nas regiões fronteiriças, às vezes fala também espanhol ou francês) é recebido com espanto – e eventualmente, com admiração - pelas pessoas, quando são lembradas disso.
A grande imprensa em
geral contribui para a desinformação, negando ou negligenciando a
divulgação e o reconhecimento da importância da valorização dos
saberes tradicionais que, por exemplo, foram apropriados pela
medicina ocidental e pela indústria farmacêutica, ao usar as
descobertas e invenções originárias dos povos tradicionais - as
vezes de forma ilegal. Idem para hábitos simples como o banho
diário, ou objetos de design sofisticado, como a prosaica rede de
descanso, que foram criados pelos índios e “importados” pelos
europeus.
Os exemplares foram recebidos pela diretora da escola e pela
bibliotecária Cristiane de Souza Andrade.
O próximo lançamento do livro “O índio e o cinema em Mato Grosso
do Sul: mapeamento e análise” acontecerá durante o Festival de
Cinema do Vale do Ivinhema, no dia 24 de novembro de 2017 às oito
horas na sala Cinelito, na cidade de Ivinhema, MS. Não perca !
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